22 de maio de 2014

Inércia

Estou sentada
frente a janela
do mundo.
Meus pés são como raízes,
e minh'alma brota
da terra,
fértil
e úmida.

A janela está aberta
e o vento sopra
leve
e fresco.
Estou entre as nuvens:
como quando
estou nu
e você vem.

Estou entre o começo
e o fim.
Entre demônios
e serafins.
Estou com você;
como você.

Disperso,
meio a contradições.
Sob reflexo,
desejo
e refrações.