1 de junho de 2011

Ao menos uma vez

Hoje quero escrever algo que cause impacto, que faça doer. Quero causar nojo, medo, arrepio. Mas sempre que me deparo com o lindo fato de transcrever meus pensamentos, os únicos sentimentos que me vêem são os fofos, brandos e mais doces.
Eu queria realmente poder manipular pensamentos. Os meus pensamentos. Os mais complexos, densos e supérfluos pensamentos. 
É uma vontade dilacerante. Que invade a mente, transborda o coração e quase sai pelos meus dedos. Mas não passa de vontade. Vontade de transgredir, de ultrapassar uma barreira imposta pelo simples fato, de escrever sobre o que me faz flutuar. Pelo simples fato, de que gosto de me sentir amada, adocicada; e cheia de cuidados e zelo. 

Nuvem densa que para sobre os pensamentos. Nuvem de desejos [IM]possíveis de se transcrever nesse momento. Só me vêem histórias de pobres donzelas que sofrem por amor. Ou então, de jovens cavalheiros que lutam por uma causa nobre. Oh que pobreza... Quero mais vida nesses pensamentos poéticos. De vez em quando, quero uma poesia de terror, que me faça transpirar, gritar, e ter repulsão em ler. 
Quero sentir o doce prazer da gosma preta sucumbindo minha boca. Quero sentir arrepio na espinha e gritar. Gritar sem parar. Quero, definitivamente, sentir algo mais do que historinhas de faz de conta. Ah, quero o absurdo!

Momentos.
São momentos lindos e perplexos. Complexos.

Quero, ao menos uma vez, ver o mundo em sua forma mais trágica - a verdadeira.