De repente se drogar tornou-se um subterfúgio, uma forma de esquivar-se das dificuldades.
Alice fugia do novo, do velho, do presente. Perdera então, a doçura da vida.
Não sentia. Não vivia. Não amava nem a si mesma.
Bebia vodka como água. Fumava um cigarro a cada meia hora. Estava em um transe psicótico típico de um louco abandonado.
Quais eram as razões? Por que tudo aquilo? Trauma? Razões muito fortes teria. - dizia seus antigos amigos.
Estava só. Totalmente só. A bebida só estava ali por forças maiores, nem ela queria a companhia de Alice.
Tudo isso por quê?
Por medo de viver.
