23 de junho de 2010

Estranhamente apaixonante


Estranho nosso amor, não?
Vivemos assim, um submerso ao outro. Ao mesmo tempo, em que nos declaramos livres; independentes. É tão contraditório.
Sabe querido, sinto como estivesse presa a você. Como tivesse abstinência, de nossos raros momentos juntos.
Você ai e eu aqui. Cada um vivendo sua vida. Sem nenhum contato mais próximo. Sem sequer um telefonema.
Estranho. Sim. Nosso amor é absolutamente estranho. Incomparável.
Momentos inesquecíveis são os que estamos juntos. Perco-me nos teus olhos. A menina que vive lá dentro parece brilhar ainda mais, quando estamos entrelaçados, um sentindo o corpo; o cheiro, do outro.
Perco-me em você. E nos momentos que passamos juntos. Amando-nos. Sentindo-nos.
Ao mesmo tempo, me esqueço de você, quando estou aqui, vivendo minha vida. Minha tensa e monótona vida.
Desculpe-me por esquecer-me de ti, mas é necessário. Ou então, eu viveria só pra te ter. Então, eu viveria na saudade e da vontade de te ter.
Mas apesar de toda essa estranheza. De amores e esquecimentos. Sou feliz com e sem você. Quando estou com você, meu corpo estremece por estar ao seu lado. E quando estás longe, sonho contigo, assim, quero-te cada vez mais.
Sejamos então, estranhos. Vivamos então, um amor extremamente estranho.

Só mais uma coisa. Preciso esquecer-te às vezes, para que ao nosso encontro, eu precise lembrar e reviver os momentos em que nos amamos. Seja então, meu eterno e estranho, amor!