
Há seis anos, tudo era diferente. Lara era feliz. Uma criança sorridente, cheia de vida. Mas após um "baque" que sofrerá em uma noite escura e chuvosa, ela perdera o "sabor" da vida.
Durante esses anos passados, Lara sequer lembrava se a chuva era fria. Para ela, noites chuvosas eram o fim. Chorava, ficava tremula, e sempre se lembrava do terrível acidente em que se envolveu. Do acidente que levará consigo seus pais e sua irmã mais nova.
Lara sempre sofreu muito. Vivia triste pelos cantos, e quase não tinha amigos. Quer dizer, durante todo esse tempo, se fechara em si própria, conseguindo apenas um amigo, seu melhor amigo, Eduardo. Quem sempre a apoiava, quem sempre lhe dava um ombro amigo nos momentos "chuvosos".
Eduardo sempre tentou convencê-la de que não fora culpada pelo acidente, mas ela insistia em colocar o peso em suas costas, porque afinal, quem dera a idéia de passearem naquele dia, fora ela. Ele já tentara, a levar a um psicanalista, mais nunca funcionava, ela tinha uma idéia fixa. A idéia de que fora a culpada de tudo.
Certo dia, Eduardo a convenceu a dar uma volta pela avenida. Foram então os dois. A noite estava estrelada, com uma Lua cheia e inebriante. Mas o que eles não esperavam era uma chuva que caia leve e serena, como um banho dos Céus. No mesmo instante em que caíra a primeira gota de chuva, Lara entrou em desespero. Queria fugir dali. Mas onde se encontravam, não havia uma sequer cobertura.
Lara estava aos prantos. Chorava desesperadamente. Estava desnorteada. Eduardo tentava acalmá-la, mas ela insistia naquele mal-estar desnecessário. Até que Eduardo aproximou-se dela. A abraçou, como nunca havia lhe abraçado; tomou-a em teus braços. E naquele instante, Lara sentiu-se amada, como não se sentia desde o acidente. Eduardo percebendo que ela se acalmara, disse-lhe palavras doces. Disse-lhe que a amava, que seus pais a amavam e que não gostariam que ela sofresse por um acidente que ninguém teve culpa alguma. [...] Olhando nos olhos dela, lhe disse, - perceba! Sinta a chuva! Deixe-a lavar-lhe a alma; deixe que ela, leve toda tua culpa! -. Agora Lara derramava lágrimas de alegria. Sentia-se limpa, se sentia pura e muito amada. Assim, Lara renasceu.
Hoje, ama os dias chuvosos, assim como ama seu namorado, Eduardo.
Durante esses anos passados, Lara sequer lembrava se a chuva era fria. Para ela, noites chuvosas eram o fim. Chorava, ficava tremula, e sempre se lembrava do terrível acidente em que se envolveu. Do acidente que levará consigo seus pais e sua irmã mais nova.
Lara sempre sofreu muito. Vivia triste pelos cantos, e quase não tinha amigos. Quer dizer, durante todo esse tempo, se fechara em si própria, conseguindo apenas um amigo, seu melhor amigo, Eduardo. Quem sempre a apoiava, quem sempre lhe dava um ombro amigo nos momentos "chuvosos".
Eduardo sempre tentou convencê-la de que não fora culpada pelo acidente, mas ela insistia em colocar o peso em suas costas, porque afinal, quem dera a idéia de passearem naquele dia, fora ela. Ele já tentara, a levar a um psicanalista, mais nunca funcionava, ela tinha uma idéia fixa. A idéia de que fora a culpada de tudo.
Certo dia, Eduardo a convenceu a dar uma volta pela avenida. Foram então os dois. A noite estava estrelada, com uma Lua cheia e inebriante. Mas o que eles não esperavam era uma chuva que caia leve e serena, como um banho dos Céus. No mesmo instante em que caíra a primeira gota de chuva, Lara entrou em desespero. Queria fugir dali. Mas onde se encontravam, não havia uma sequer cobertura.
Lara estava aos prantos. Chorava desesperadamente. Estava desnorteada. Eduardo tentava acalmá-la, mas ela insistia naquele mal-estar desnecessário. Até que Eduardo aproximou-se dela. A abraçou, como nunca havia lhe abraçado; tomou-a em teus braços. E naquele instante, Lara sentiu-se amada, como não se sentia desde o acidente. Eduardo percebendo que ela se acalmara, disse-lhe palavras doces. Disse-lhe que a amava, que seus pais a amavam e que não gostariam que ela sofresse por um acidente que ninguém teve culpa alguma. [...] Olhando nos olhos dela, lhe disse, - perceba! Sinta a chuva! Deixe-a lavar-lhe a alma; deixe que ela, leve toda tua culpa! -. Agora Lara derramava lágrimas de alegria. Sentia-se limpa, se sentia pura e muito amada. Assim, Lara renasceu.
Hoje, ama os dias chuvosos, assim como ama seu namorado, Eduardo.